Gramado, na Serra Gaúcha, já se prepara para receber a 41ª edição do Natal Luz, um dos principais eventos natalinos do Brasil. De 22 de outubro de 2026 a 17 de janeiro de 2027, a cidade terá 88 dias de programação, com mais de 400 atrações artísticas e culturais. Reconhecido pelo Guinness World Records como o mais longo festival de Natal do mundo, o evento deste ano traz o tema “Quando o Coração Acende, o Mundo se Ilumina” e mobiliza mais de 2.500 profissionais.
Entre as novidades estão dois espetáculos inéditos no Palácio dos Festivais. “O Brilho do Natal” aposta em uma experiência tecnológica e imersiva, com figurinos iluminados e recursos visuais interativos. Já o “Natal Luz in Concert” terá oito apresentações da Orquestra Sinfônica de Gramado, que combina música erudita e canções natalinas. As novas montagens ampliam a programação cênica e musical da temporada.
Os espetáculos tradicionais também ganham espaço nesta edição. “O Grande Desfile” será apresentado no pavilhão coberto do Expogramado, reunindo carros alegóricos, personagens e efeitos visuais. Já o “Nativitaten”, realizado na área externa do Serra Park, terá um novo layout de palco para até 4 mil espectadores, com pirotecnia, projeções luminosas e efeitos aquáticos. As duas produções reservam uma cota de 13 mil ingressos solidários, destinados exclusivamente à comunidade local mediante doações.
A programação gratuita ocupa as ruas e os espaços centrais de Gramado. Entre as atrações estão o tradicional “Acendimento das Luzes”, em frente ao Palácio dos Festivais, e a “Parada de Natal”, realizada às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados. Às terças-feiras, o cortejo “Caminho de Luzes” percorre trechos do centro em homenagem às 41 edições do festival. A agenda inclui ainda intervenções artísticas na Rua Coberta, feiras temáticas na Vila de Natal, na Praça das Etnias, a “Corrida e Caminhada do Noel” e a tradicional Tannenbaumfest, que enfeita a cidade com pinheirinhos decorados.
Além dos espetáculos, o Natal Luz movimenta o comércio local com o concurso “Brilha Gramado” e transforma a cidade em um cenário de celebração durante quase três meses. O calendário completo, com horários e mapas das atrações, está disponível no site oficial do Natal Luz. Os ingressos para os espetáculos pagos podem ser adquiridos pela plataforma Eleven Tickets.
O livro Vale dos Vinhedos: na raiz do vinho fino brasileiro, é de autoria do jornalista Albert Alcouloumbre Jr.
O Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, ganha um novo registro de sua trajetória com o livro Vale dos Vinhedos: na raiz do vinho fino brasileiro, do jornalista Albert Alcouloumbre Jr., publicado pela Autêntica Editora. A obra percorre 150 anos de história, desde a chegada dos imigrantes italianos à região até a consolidação do território como referência na produção de vinhos finos e no enoturismo brasileiro.
Com 184 páginas, a publicação é resultado de uma pesquisa realizada diretamente no Vale dos Vinhedos. Entre fevereiro de 2025 e maio de 2026, o autor esteve quatro vezes na região, onde permaneceu 34 dias, entrevistou mais de 30 pessoas e produziu cerca de 4 mil fotografias. Destas, 160 foram selecionadas para o livro. O trabalho reúne informações sobre a formação histórica do território, o desenvolvimento da vitivinicultura e a trajetória que levou à criação da Aprovale e ao reconhecimento das indicações geográficas do Vale.
O percurso histórico começa em 1876, com a chegada dos imigrantes italianos à Serra Gaúcha, e acompanha a evolução da produção de uvas e vinhos ao longo das décadas. A obra aborda ainda as crises enfrentadas pelo setor, a chegada de empresas internacionais nas décadas de 1960 e 1970 e as transformações tecnológicas e produtivas que contribuíram para mudar os padrões da vitivinicultura brasileira. Um dos capítulos importantes dessa trajetória é a criação da Indicação de Procedência do Vale dos Vinhedos, em 2002, seguida pela Denominação de Origem, em 2012, a primeira do Brasil para vinhos e espumantes.
O livro também recupera os bastidores da construção coletiva que envolveu produtores, pesquisadores e instituições. Entre os personagens entrevistados estão o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho Jorge Tonietto e Ademir Brandelli, um dos fundadores da Aprovale. A publicação aborda ainda características do terroir, regras de produção e o papel do associativismo na consolidação da identidade do Vale dos Vinhedos.
A terceira parte do livro apresenta histórias de 17 vinícolas, reunindo diferentes gerações, modelos de negócios e trajetórias ligadas ao desenvolvimento da região. De casas centenárias a projetos recentes, as histórias são contadas a partir de entrevistas presenciais com fundadores, herdeiros e enólogos-chefe. São relatos de decisões arriscadas, como o pioneirismo da Dom Cândido no plantio de Marselan no início dos anos 2000, de sucessões marcadas pela perda repentina de um fundador, como na Almaúnica, e de negócios erguidos a partir do zero por famílias sem tradição vitivinícola prévia, como Foppa & Ambrosi e Audace. O critério de seleção, explica o autor na apresentação do livro, privilegiou vinícolas associadas à Aprovale e com acesso direto a seus fundadores ou dirigentes.
A Vinícola Foppa & Ambrosi conquistou Medalha de Ouro na Seleção dos Melhores Vinhos, Espumantes e Sucos de Uva de Garibaldi com o Winemakers’ Collection Trebbiano 2025. Elaborado a partir de uvas cultivadas em Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, o rótulo se destacou na maior edição da história do concurso promovido pela Associação dos Vinicultores de Garibaldi (AVIGA), que reuniu 218 amostras de 20 vinícolas.
O reconhecimento valoriza uma das propostas mais experimentais da vinícola. Criada pelos enólogos Lucas Foppa e Ricardo Ambrosi, a linha Winemakers’ Collection reúne microvinificações desenvolvidas a partir da liberdade de explorar diferentes castas, safras e territórios, sem a necessidade de seguir uma fórmula fixa. “Essa coleção é o espaço onde a gente mais se permite. São vinhos que nascem da curiosidade, da experimentação e da vontade de explorar cada casta sem compromisso com um padrão”, afirma Lucas Foppa.
No Trebbiano 2025, a proposta de experimentação também se conecta à história da vitivinicultura do Rio Grande do Sul. Originária da Toscana, na Itália, a Trebbiano esteve entre as primeiras castas viníferas cultivadas no Estado e ganhou importância com a expansão da viticultura de matriz italiana na Serra Gaúcha. Na década de 1930, chegou a ser a variedade vinífera mais propagada na região e, até 1973, representava mais da metade da produção de uvas viníferas brancas da Serra.
Ao longo das décadas, porém, a Trebbiano perdeu espaço nos vinhedos gaúchos e passou a aparecer com menor frequência como protagonista de vinhos varietais. Foi justamente essa trajetória que despertou o interesse dos enólogos da Foppa & Ambrosi. A partir das uvas de Monte Belo do Sul, a dupla buscou reinterpretar a variedade sob uma perspectiva contemporânea. “A experimentação também passa por olhar para o que já existe no nosso território e tentar enxergar novas possibilidades”, explica Ricardo Ambrosi.
O Winemakers’ Collection Trebbiano 2025 integra uma coleção de pequenos lotes que também conta com Chardonnay 2024, Marselan 2025 e Tannat 2025. A proposta é investigar as características de cada variedade a partir de sua origem e de cada safra, permitindo que os enólogos testem novos caminhos e acompanhem a evolução dos vinhos. Para a Foppa & Ambrosi, a Medalha de Ouro reforça a aposta na experimentação como ferramenta para revisitar o patrimônio vitivinícola da Serra Gaúcha e apresentar antigas castas sob novas perspectivas.
Adega da unidade Di Paolo na Barra da Tijuca ( RJ), no Casa Shopping
Após 32 anos de história, o Di Paolo inicia uma nova fase com seu primeiro grande rebranding. A mudança acompanha o crescimento da rede e busca traduzir de forma mais contemporânea a identidade de uma marca que se tornou referência na gastronomia da imigração italiana da Serra Gaúcha. O projeto, desenvolvido pelo Instituto Arbo após cerca de um ano e meio de pesquisa e imersão, preserva os valores que estão na origem do restaurante e organiza sua comunicação para dialogar com diferentes públicos em todo o país. A nova assinatura, “Alegria à vontade”, sintetiza três pilares: alegria, associada à hospitalidade e ao prazer de reunir pessoas; fartura, presente na generosidade da mesa; e cultura, que mantém viva a tradição italiana da Serra Gaúcha.
A transformação também chegou à gastronomia com o lançamento do Di Paolo Essência, novo formato inspirado nos clássicos da tradicional Sequência Di Paolo. A proposta apresenta as preparações em porções individuais e sem repetição, acompanhando mudanças nos hábitos de consumo e oferecendo uma experiência mais flexível. O objetivo é permitir que o cliente conheça os principais sabores da casa em uma sequência mais enxuta, sem abrir mão da identidade gastronômica construída ao longo de mais de três décadas.
Sequência Di Paolo completa ou Essência
A Sequência Di Paolo é conhecida pela variedade de pratos que chegam à mesa em um formato generoso e compartilhado, inspirado nas tradições das famílias italianas da Serra Gaúcha. Entre os clássicos estão o caldo de capeletti, massa recheada servida em caldo; a polenta, feita à base de milho; o galeto al primo canto, frango jovem assado que se tornou um dos símbolos da gastronomia da região; além de acompanhamentos como queijo à dorê, salada, radicci com bacon, massas e molhos. A sequência representa, na prática, a ideia de fartura e celebração que agora também orienta o posicionamento da marca.
O novo conceito amplia ainda as possibilidades para quem prefere escolher individualmente. O cardápio à la carte ganhou opções como lasanhas artesanais, enquanto a experiência de bebidas foi reforçada com uma carta de drinks alcoólicos e não alcoólicos assinada por Jean Ponce, bartender reconhecido por sua trajetória na coquetelaria brasileira. A adega reúne mais de 100 rótulos de vinhos, criando diferentes possibilidades de harmonização com os pratos de inspiração italiana. Vale também destacar a carta de drinks da casa, sendo alguns autorais.
O rebranding também aparece nos ambientes das unidades, que passam a incorporar elementos ligados à cultura italiana da Serra Gaúcha. O projeto arquitetônico, assinado pelo escritório Zanesco Arquitetura, utiliza materiais como madeira de barrica, pedra basalto, metal e elementos naturais, além de iluminação acolhedora. Na identidade visual, símbolos como o galeto, a folha de videira, o cacho de uvas e a sálvia foram reinterpretados para criar uma linguagem própria. A estratégia acompanha uma operação que já atende cerca de 170 mil refeições por mês, recebe aproximadamente 2 milhões de clientes por ano e reúne milhares de colaboradores.
O novo ciclo chega acompanhado de um plano de expansão. O Di Paolo projeta R$ 200 milhões de faturamento em 2026 e informa ter investido mais de R$ 38 milhões nos últimos três anos em expansão e reposicionamento. Com a inauguração da unidade de Brasília, prevista para agosto /26, a rede passará a contar com 22 restaurantes e mais 10 operações Express, distribuídos por cinco estados e pelo Distrito Federal. A nova unidade marca mais um passo na estratégia de levar a gastronomia e a hospitalidade da Serra Gaúcha a diferentes regiões do País.
A Safra 2026 é um divisor de águas para a Foppa & Ambrosi. Pela primeira vez desde a criação da marca, em 2017, os enólogos Lucas Foppa e Ricardo Ambrosi passam a vinificar integralmente seus rótulos dentro da própria estrutura, em Garibaldi, na Serra Gaúcha.
Em apenas um mês, a cantina ganhou forma: dos 20 tanques previstos, 14 já estão instalados, além de desengaçadeira, prensa, esteira de seleção, sistema de frio e enchedora. A capacidade produtiva chega a 120 mil garrafas por ano — um salto estratégico que consolida o foco exclusivo na marca.
Até o fim de 2025, a vinificação acontecia em parceria com a Vinícola dos Plátanos, onde Ambrosi atuou por oito anos. A partir de 1º de janeiro de 2026, a dedicação tornou-se integral. “Chegou o momento de viver a Foppa & Ambrosi em tempo integral. Sempre fizemos nossos vinhos com o mesmo cuidado técnico, mas fazer isso dentro da nossa própria vinícola muda tudo. É onde conseguimos colocar ainda mais verdade, precisão e identidade em cada safra”, afirma Ambrosi.
A primeira uva a entrar nos tanques da nova casa chegou em 9 de fevereiro: uma Pinot Noir do Vale dos Vinhedos. O portfólio segue fiel ao conceito de descentralização de terroir, com uvas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, cultivadas por parceiros históricos da marca.
Para Lucas Foppa, a mudança também tem dimensão simbólica. “O Ricardo é o enólogo responsável e o artista dos nossos vinhos, mas esse movimento me fez ver que eu não fiz Enologia à toa. Esse passo reacordou o Lucas enólogo”, diz.
O discurso de ousadia que sempre acompanhou a trajetória da dupla agora se materializa em concreto, aço inox e liberdade criativa. “Os enólogos são os mesmos, os processos são os mesmos. A única diferença é que agora a vinificação acontece dentro da nossa casa”, reforçam.
Mais do que ganho estrutural, a nova fase abre espaço para ampliar experiências. A vinícola prepara um projeto de enoturismo com visitas à área produtiva, conectando o público ao que definem como essência da marca: juventude, vinho autoral e trabalho feito à mão, do início ao fim.
Os enólogos Lucas Foppa e Ricardo Ambrosi desenvolveram um jeito próprio que norteia a elaboração de cada um dos vinhos e espumantes da Tenuta Foppa & Ambrosi. É o que eles deram o nome de ‘estilo gaúcho’, valorizando as castas que são cultivadas em diversos terroirs do estado. Eles acabam de. lançar o Insólito Extra Brut Corte III, explorando a Serra Gaúcha além da Chardonnay e da Pinot Noir. Desta vez, eles fizeram um corte de três vinhos: CHenin Blanc, Welschriesling e Trebbiano. O novo espumante já está disponível no mercado, podendo ser adquirido pelo site www.tenutafa.com.br, além dos principais restaurantes e casas especializadas do país.
“Admiramos estas uvas e acreditamos muito em suas características e no potencial delas na elaboração de um grande espumante. Esta é forma que encontramos de explorar e valorizar o que é produzido na Serra Gaúcha. O resultado é um espumante diferente dos demais. Assim, evitamos comparações, oferecendo algo diferente”, destaca Foppa.
Com 24 meses de autólise, o Insólito Extra Brut Corte III tem seu degorgement feito parcialmente. Com 12% de álcool e 5,5 g/L de açúcar, harmoniza muito bem com queijos maturados, charcutaria, pratos estruturados à base de peixes e frutos do mar, além de aves. Com visual palha e reflexos dourados, este espumante traz aromas de frutas cítricas tropicais maduras, frutas amarelas, amêndoas e torrefação. No paladar, acidez marcante e equilibrada com o corpo garantido pelos meses de autólise.
O Insólito Extra Brut Corte II saiu na Decanter Magazine, (Reino Unido), na edição dos melhores vinhos da América Latina, como um dos três rótulos brasileiros indicados para os amantes da bebida no mundo.
Vinícola Dom Cândido e, ao fundo, obras do resort Castelos do Vale
A Vinícola Dom Cândido, reconhecida e tradicional, sediada no Vale dos Vinhedos (RS) terá, a partir de 2025, uma hospedagem diferenciada em sua propriedade.
Os Castelos do Vale Resorts são o primeiro empreendimento do tipo no Brasil dentro de uma vinícola. É uma construção do grupo Mundo Planalto, em sociedade com a vinícola Dom Cândido, a JFG Incorporações e o Grupo Argon.
Maquete do empreendimento e apartamento decorado para visitação
A hospedagem será um resort de luxo, com arquitetura medieval, e contará com academia, piscinas aquecidas e restaurantes de alta gastronomia.
Para Marcos Valduga, da vinícola Dom Candido, essa é uma oportunidade de reforçar a tradição da vinícola com enoturismo. “Temos experiências como tour, degustações, atividades durante a vindima que são sempre reservadas com muita antecedência, e o restaurante Videiras com uma culinária típica da região. Com os Castelos do Vale, o visitante terá uma experiência completa na vinícola e uma vista espetacular de seu quarto. Será uma experiência única”.
A vinícola Dom Cândido tem sua origem em 1875, quando Luigi e Leonor, avós de Cândido Valduga, chegam em território brasileiro, vindos da região do Tirol Italiano, e se instalam em uma colônia na região, hoje conhecida como o Vale dos Vinhedos. O Ano de fundação da Vinícola Dom Cândido foi em 1986.
Wine Garden na vinícola Miolo ( Vale dos Vinhedos – RS)
A primeira edição do evento Wine Garden Jazz & Blues acontecerá em julho, no Vale dos Vinhedos ( RS). Num espaço totalmente integrado à natureza, no Wine Garden da vinícola Miolo, nos dias 22 e 23 de julho, das 11h às 19h, serão promovidas experiências com vinhos, gastronomia, jazz e blues.
Ao adquirir as experiências do Wine Garden (antecipadamente pela plataforma do Wine Locals), será garantido, gratuitamente, o acesso ao dia escolhido para aproveitar o festival.
Os visitantes poderão degustar em primeira mão o lançamento do Miolo Reserva Malbec e também um drink exclusivamente criado e inspirado no festival. Além disso, haverá espaço para as crianças e as tradicionais experiências do jardim mais charmoso e alto astral do Vale dos Vinhedos.
O evento terá apresentações musicais de Blues Jazzmine, DJ Zonattão, Jambo Trio, Luciano Leães Trio, Sopapo Jazz e Ícaro Chaves.
Wine Garden Jazz & Blues – Data: 22 e 23 de julho. Local: Wine Garden, Vinícola Miolo – RS-444, 21 – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves. Horário de abertura do Wine Garden: das 11h às 19h. Horário dos shows: entre 12h e 16h. Valor: R$ 50,00 por pessoa (sendo R$ 25 em consumação e R$ 25 de ingresso). Ingressos: pelo site Wine Locals.
Localizada em Gramado, na serra gaúcha, a Prawer Chocolates é a primeira fábrica de chocolate artesanal do Brasil e é parada obrigatória para quem quer ter uma verdadeira experiência que apresente a produção e informações importantes sobre o chocolate.
A experiência Prawer Tour & Degustação é surpreendente e vale destacar que não é possível filmar ou fotografar essa visita. O tour tem horários específicos e a reserva pode ser feita pelo site ou o voucher adquirido nas lojas da marca. Além de uma visita guiada pela fábrica, onde é possível conhecer de perto todo processo de produção, a experiência tem uma interessante degustação final com itens variados da marca.
Há mais de 40 anos, a história da Prawer está diretamente ligada à história do chocolate artesanal do Brasil. Fundada em 1975 a Prawer foi pioneira na fabricação artesanal do chocolate no País. Após o tour, o visitante sai em ampla loja da Prawer onde é possível conhecer e adquirir mais de 250 produtos da marca que são divididos entre as linhas Essencial, Originals, Armazém, entre outros.
Prawer Chocolates – Av. das Hortênsias, 4100, Estrada Gramado/Canela. RS.
Foto divulgação ( agência Conceito) e edição @Ilovevinhos
A vinícola Cristofoli tem muita história e tradição no Rio Grande do Sul onde tudo começou com uma família de viticultores na região de Faria Lemos há mais de 130 anos. A marca lança os três primeiros rótulos que dão vida a Linha Coleção, que tem apenas vinhos safrados – todos de 2022. A novidade inaugura uma nova fase na Cristofoli, que busca oferecer aos consumidores novas experiências.
Um riesling macerado com uvas desengaçadas manualmente, um espumante sur lie elaborado pelo método ancestral e um tannat resultado de maceração carbônica. Estes são os vinhos da Coleção e a ideia dessa seleção especial nasceu da mente dos jovens enólogos Bruna (35), Letícia (24) e Lorenzo (26), que conduzem a vinícola na Rota Cantinas Históricas, em Bento Gonçalves. Eles desejam trazer a cada safra novos lançamentos alimentados pela criatividade e um trabalho minucioso para extrair o que há de melhor da natureza.
O Cristofoli Coleção Riesling surgiu de uma maneira totalmente diferente. As uvas, colhidas no dia 2 de fevereiro, chegaram muito maduras e foram desengaçadas manualmente, não passando por máquina. Lorenzo, o comandante da operação, explica que junto com ele, a mãe Maria de Lourdes, o tio Mário e mais três colaboradores da vinícola participaram do processo. “Passamos um dia inteiro numa força tarefa, da manhã à noite, desengaçando cacho por cacho. Conforme íamos tirando as baguinhas, automaticamente já colocávamos dentro do tanque, numa afinada sincronia”, explica. A partir daí, o enólogo inseriu as leveduras, iniciando a fermentação sempre com temperatura controlada entre 12 e 14 graus. Depois de quatro dias macerando, o vinho foi descubado sem prensagem e o mosto continuou a fermentação sem as cascas por 15 dias. Depois da fermentação malolática o vinho repousou em tanques, sendo engarrafado no final de junho. O resultado é um vinho com estrutura, volume de boca muito maior, cremosidade, com características minerais e toque químico, inerente a variedade da uva. São apenas 900 garrafas. “O grande diferencial é que este é um vinho branco macerado, o que não é comum no mercado. Ele tem perfil de ter passado por madeira sem passar por barrica”, completa Lorenzo.
Outra raridade da linha com apenas 1.000 garrafas é o Cristofoli Coleção Sur Lie Ancestral Safra 2022, espumante com uvas Pinot Noir e Sangiovese, estas colhidas no vinhedo da família de onde também nascem os emblemáticos Cristofoli Sangiovese Tinto e o Cristofoli Rosé de Sangiovese. O espumante começou a ser elaborado com a prensagem das uvas, que seguiram para fermentação no tanque com controle de temperatura, como de costume no processo de elaboração pelo método tradicional. Ocorreu a deburgagem, primeira clarificação do mosto (decantado para separação das partículas sólidas naturais) e o vinho iniciou a fermentação alcoólica no tanque. Quando estava com aproximadamente 24g/L de açúcar o mosto foi engarrafado, ainda em fermentação. Lorenzo esclarece que este momento é crucial pois se passar demais o espumante fica com pouco gás carbônico, mas se for muito cedo a pressão é tanta que muitas garrafas podem estourar. Assim, o mosto terminou de fermentar dentro da garrafa, incorporando o gás do final da fermentação ao espumante. “Com isso, temos um espumante com uma população muito maior de leveduras, uma autólise mais intensa, que resulta num espumante muito mais fresco e aromas primários”.
Também estreia na linha o Cristofoli Coleção Tannat Safra 2022, elaborado por maceração carbônica, técnica pouco usada para um tinto. O lote tem 2.600 garrafas. As uvas foram colocadas inteiras no tanque, sem o desengace, ou seja, com o cacho intacto. Após, foi feita a saturação com gás carbônico e o tanque permaneceu fechado por uma semana, promovendo reações enzimáticas das uvas, que diminuem a acidez total e formam precursores aromáticos que geram notas, principalmente, lácteas. Após este período de tempo, as uvas foram prensadas e somente o mosto retornou ao tanque. A partir daí ocorreu a fermentação alcoólica, transformando o açúcar em álcool. Como consequência, um vinho com menor intensidade de cor e de taninos, porém muito mais aromático, ganhando complexidade em frutas, o que deixa o vinho muito mais macio, agradável, sem aquela agressividade natural do tannat, por ser um vinho potente. “Buscamos domar este tannat e oferecer um vinho mais fácil de beber”, esclarece Lorenzo.
Vinícola Cristofoli – ERS 431 km 06 – Rota Cantinas Históricas – Faria Lemos – Bento Gonçalves (RS). Horário de atendimento: De segunda a sexta: das 8h às 11h30min e das 13h30min às 18h. Sábados e feriados: das 9h30min às 18h. Domingos: das 12h às 17h.