A importadora Mistral e a vinícola San Marzano, uma das maiores referências da região da Puglia, apresentam no Brasil o Talò Chardonnay 2023, rótulo que vem se consolidando como um dos brancos italianos mais bem avaliados de sua categoria.
Elaborado 100% com a uva Chardonnay, o vinho recebeu 95 pontos do crítico italiano Luca Marioni nesta safra, reconhecimento que reforça sua qualidade e consistência.
Produzido no sul da Itália, o Talò Chardonnay 2023 se destaca pela excelente relação qualidade-preço e por um estilo que alia elegância e frescor. No perfil aromático, apresenta notas florais e de frutas tropicais maduras, acompanhadas por um delicado toque mineral, característica que confere equilíbrio e identidade ao vinho.
Parte do amadurecimento ocorre em barricas de carvalho francês, o que contribui para uma textura mais cremosa e envolvente em boca, sem comprometer a vivacidade. O vinho é um branco versátil e gastronômico, indicado especialmente para harmonizar com frutos do mar, peixes grelhados e pratos de inspiração mediterrânea.
O rótulo, com distribuição da Mistral no Brasil, carrega a assinatura da San Marzano, vinícola instalada no coração da DOP Primitivo di Manduria. Reconhecida internacionalmente por seus vinhos elaborados com as uvas nativas Primitivo e Negroamaro, a casa também vem ganhando destaque pela produção de brancos de alto nível, que expressam o terroir da Puglia.
O Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (VINHOVASF) acaba de lançar um e-book gratuito dedicado a apresentar, de forma ampla e atualizada, a vitivinicultura de uma das regiões mais singulares do mundo. O material reúne dados sobre produção, variedades de uvas, áreas cultivadas e traça um panorama completo das vinícolas que atuam no Sertão nordestino.
Além das informações técnicas, a publicação propõe uma imersão no território do Vale do São Francisco, destacando as paisagens da caatinga, o papel do Rio São Francisco e as histórias que moldaram a identidade vitivinícola local. O conteúdo evidencia como o clima semiárido e a irrigação permitem ciclos produtivos únicos, que diferenciam a região no cenário nacional e internacional.
Segundo o diretor executivo do VINHOVASF, Rodrigo Fabian, o e-book nasce de uma demanda do próprio setor por informação qualificada e acessível. “Trata-se de uma ferramenta singular para profissionais do vinho, estudantes, educadores, comunicadores, enoturistas e também para os consumidores interessados em conhecer melhor os vinhos brasileiros”, afirma.
Com curadoria e produção de conteúdo assinadas pelo enólogo Euclides Neto e pela jornalista Paula Theotonio, o e-book Vinhos do Vale do São Francisco conta com 38 páginas. O material foi desenvolvido a partir de pesquisas e entrevistas com vinícolas e instituições parceiras, como a Embrapa Semiárido e o IF Sertão-PE, além de uma cuidadosa seleção de imagens que valorizam o território e seus produtores.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de comunicação do instituto. De acordo com Fabian, este é o primeiro de uma série de projetos voltados a dar maior visibilidade à força produtiva da região, hoje a segunda maior produtora de vinhos e derivados da uva do Brasil. Ainda em 2026, o e-book deverá ganhar uma edição em inglês, com foco no mercado internacional.
Localizado entre os estados da Bahia e Pernambuco, o Vale do São Francisco abriga um dos terroirs mais emblemáticos do país. Atualmente, as empresas da região processam cerca de 90 milhões de toneladas de uvas destinadas à produção de vinhos finos e de mesa, espumantes, frisantes, sucos e outros derivados.
Desde 2022, os vinhos e espumantes do território contam com a Indicação de Procedência Vale do São Francisco (IP-VSF), selo que reconhece e protege a origem e a qualidade dos produtos locais. O download do e-book é gratuito e está disponível ao público por meio dos canais oficiais do VINHOVASF.
A vinícola Château Minuty, da região da Provence, realizou no Rio de Janeiro uma apresentação exclusiva de seus vinhos rosés, reunindo convidados e formadores de opinião. O encontro marcou a passagem pelo Brasil de Sébastien Nore, Diretor Global de Estratégia e Exportação da maison, e reforçou a estratégia de consolidação da marca no mercado nacional.
Um dos quatro rótulos de rosé apresentados no restaurante Elena Horto (RJ)
A visita faz parte de uma agenda que celebra o bom desempenho da Minuty no Brasil desde o início de sua distribuição no País, no ano passado. “Temos observado uma excelente receptividade dos consumidores brasileiros. Estar aqui é uma oportunidade de acompanhar de perto esse crescimento e avaliar os próximos passos da marca”, afirmou Nore, que acumula mais de 25 anos de experiência nos mercados de vinhos, destilados e champagnes.
Fundada em 1936 pelo comerciante Gabriel Farnet, a Château Minuty tem seus vinhedos distribuídos por diferentes áreas da península de Saint-Tropez. Desde sua origem, a vinícola se destacou pela seleção criteriosa das castas e pela leitura precisa do terroir, tornando-se referência internacional na produção de vinhos rosés.
Esse reconhecimento foi oficialmente consolidado em 1955, quando a propriedade passou a integrar a seleta classificação dos 23 Crus Classés de Provence, que reúne produtores de excelência com base em critérios técnicos, qualidade do terroir e relevância histórica.
Entre seus rótulos mais icônicos estão Minuty M, Minuty Prestige, Minuty Rosé et Or e o sofisticado Château Minuty 281, que foram apresentados aos convidados durante jantar no restaurante Elena Horto, na zona sul carioca.
Atualmente conduzida pela quarta geração da família Matton-Farnet, a vinícola mantém o equilíbrio entre tradição e inovação. A busca constante por qualidade impulsionou a expansão internacional da marca, hoje presente em mais de 100 países, além de investimentos em práticas sustentáveis que renderam certificações como o selo de Alto Valor Ambiental (HVE).
Em 2023, a entrada do grupoLVMH como acionista majoritário marcou um novo capítulo na história da Château Minuty. A operação fortaleceu sua posição no cenário global e ampliou a estratégia de crescimento em mercados estratégicos, como o Brasil.
Cassia Campos e Daniela Bravin são sommelières premiadas
Recém-eleitas “Melhores Sommelières de São Paulo” pelo Prêmio Paladar 2025, Cassia Campos e Daniela Bravin estreiam no Rio de Janeiro com cartas de vinhos desenvolvidas especialmente para os restaurantes Elena e Eleninha, no Horto, zona sul carioca. A dupla paulista imprime às novas seleções um olhar afinado com a identidade das casas e com o clima da cidade maravilhosa.
O ponto de partida do trabalho das sommelières é sempre uma imersão no universo do restaurante. Cardápio, proposta gastronômica e atmosfera do salão são analisados em profundidade antes da definição dos rótulos. “A inspiração vem da cozinha e da própria bossa do lugar”, costumam dizer. No caso dos restaurantes cariocas, essa leitura resultou em cartas marcadas por frescor, leveza e versatilidade.
Considerando as altas temperaturas do Rio, a seleção prioriza vinhos brancos, laranjas, rosés e espumantes, com destaque para estilos vibrantes e refrescantes. Os tintos aparecem de forma pontual e seguem a mesma linha: rótulos mais leves, frescos e de perfil gastronômico. Segundo as sommelières, a inclusão dos tintos atende mais ao hábito do consumidor do que a uma preferência pessoal. “As cartas são pensadas para o cliente, e alguns ainda não abrem mão do tinto”, explicam.
No Eleninha, a experiência ganha um diferencial importante: todos os vinhos são servidos em taças. Isso só é possível graças a uma tecnologia de preservação de última geração, capaz de manter intactas as características dos vinhos — inclusive espumantes — mesmo após abertos. Mas os clientes podem também adquirir vinhos em garrafa.
Entre os destaques no Eleninha está o Vinyes Ocults Malbec COT 2023, de Mendoza, na Argentina. Elaborado com maceração carbônica, o vinho foge do perfil clássico da uva: é aromático, fluido e de taninos macios, privilegiando fruta viva e frescor. Servido gelado, surpreende pela leveza e pela proximidade sensorial com vinhos brancos, uma escolha que traduz bem o conceito das novas cartas.
A chegada ao Rio marca um novo momento na trajetória da dupla. “Nossa primeira carta na cidade aterrissou no Elena Horto em grande estilo. A seleção versa sobre frescor e passeia por diferentes estilos, variedades e países, dos mais tradicionais aos mais ousados, em uma proposta enxuta e bem resolvida”, comentam Cassia Campos e Daniela Bravin. “Fomos recebidas de braços abertos nessa cidade que é simplesmente maravilhosa.”
Pobre Juan em esquina icônica em Ipanema, zona sul carioca
Referência nacional em parrilla e carnes nobres, o restaurante Pobre Juan inaugura em dezembro sua segunda unidade no Rio de Janeiro. Após 13 anos de operação no VillageMall, na Barra da Tijuca, a marca passa a ocupar também um elegante casarão em Ipanema, onde começa a funcionar a partir do dia 18, reforçando sua conexão com a cidade.
O projeto arquitetônico do Pobre Juan em Ipanema é assinado pelo escritório Bernardes Arquitetura
Instalada na Rua Visconde de Pirajá, a nova casa ocupa um imóvel histórico de 1929, distribuído em três andares e com capacidade para até 250 pessoas. O projeto arquitetônico, assinado pelo escritório Bernardes Arquitetura, marca uma nova etapa para o Pobre Juan, com ambientes contemporâneos e sofisticados. O processo de restauração foi conduzido com atenção aos detalhes originais do casarão, preservando sua memória e dialogando com a história urbana do bairro.
A uma quadra da praia, o restaurante aposta em uma ambientação que valoriza elementos brasileiros e referências à cultura local. A curadoria de objetos e o clima descontraído, porém elegante, fazem da nova unidade uma homenagem ao lifestyle carioca, combinando tradição, modernidade e identidade própria.
Fundado em 2004, em São Paulo, o Pobre Juan nasceu do desejo de um grupo de amigos de criar um espaço dedicado à boa carne, bons vinhos e encontros à mesa. Inspirado nas casas argentinas, o restaurante rapidamente se consolidou como um dos principais endereços do País quando o assunto é parrilla, mantendo como pilares a excelência na hospitalidade e o domínio do fogo.
Nova e charmosa unidade tem no menu entradas para compartilhar, carnes nobres na parrila, ótimos drinks e carta de vinhos
O cardápio da unidade de Ipanema segue fiel a essa proposta, com cortes assados na parrilla e carnes de origem rigorosamente controlada, todas com rastreabilidade garantida. As proteínas vêm majoritariamente de raças britânicas criadas no Uruguai, na Argentina e no Brasil, além de opções especiais importadas do Japão. Entre os destaques está o Bife Pobre Juan, extraído da capa do bife ancho, conhecido pelo alto marmoreio e sabor intenso. Outro protagonista do menu é o Wagyu de Kagoshima, considerado um dos mais valorizados do mundo, oferecido em preparações como o Wagyu Steak MB7+, o Wagyu A5 Tataki e o A5 Sirloin Steak, acompanhado de emulsão de cabotiã, limão siciliano e farofa de pistache.
Os acompanhamentos também têm papel central na experiência. As farofas da casa — em especial a de pistache e a clássica Farofa Pobre Juan, com cebolas empanadas e fritas na manteiga — dividem atenção com as consagradas Papas Soufflé, batatas fritas duas vezes até alcançar crocância máxima. Para encerrar, sobremesas tradicionais como churros e panqueca de dulce de leche são destaques na casa.
A experiência é complementada por uma adega com cerca de 130 rótulos de diferentes países, incluindo França, Itália, Portugal, Espanha, Brasil, Argentina e Chile, com vinhos selecionados também de pequenas produções familiares.
A nova unidade conta ainda com espaço privativo no terceiro andar para eventos sociais e corporativos, além de menus personalizados para essas ocasiões.
Pobre Juan Ipanema: Rua Visconde de Pirajá, 616 – Ipanema, Rio de Janeiro. Horários de funcionamento: de segunda à quinta: das 12h às 22h; Sextas e sábados: das 12h às 23h. Domingos e feriados: das 12h às 21h.
Alba Restaurante fica em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro
Em um charmoso casarão histórico de Botafogo, o Alba Restaurante acaba de iniciar um novo capítulo de sua história. Após dois anos funcionando como gastrobar, o espaço se reposiciona como restaurante italiano contemporâneo com a chegada do chef Michele Petenzi e a visão do restaurateur Gustavo Alves, abrindo caminho para uma nova proposta gastronômica.
O diferencial do novo Alba está na aposta em um menu focado em produtos, todos trazidos diretamente da Itália. Queijos como pecorino romano e grana padano (com 24 meses de maturação), além de presunto de Parma e culatello, chegam semanalmente na casa.
Alba Restaurante tem clássicos da culinária italiana
Na cozinha, o chef Petenzi imprime técnica, precisão, destacando produtos como protagonistas da mesa. Natural da Lombardia e com passagem por casas renomadas do Rio, ele retorna a Botafogo para transformar o Alba em um novo destino gastronômico.
As massas e os pães são preparados à mão, diariamente na casa. Entre os destaques do menu estão o Spaghettoni Cacio e Pepe e o tradicional Carbonara. Outros clássicos italianos dividem espaço com criações autorais – inclusive nas sobremesas – que traduzem a visão contemporânea do chef, sempre com a premissa de ingredientes de alta qualidade.
Para acompanhar bem a experiência de almoço ou jantar, não deixe de conferir a completa carta de vinhos do Alba. Sob a curadoria de Gustavo Alves, a carta de vinhos reúne rótulos de apelo gastronômico e preços acessíveis, valorizando regiões clássicas da Itália.
O bar também acompanha a nova fase da casa. A carta leva a assinatura do mixologista Tai Barbin, e tem ótimas opções autorais.
Para Gustavo, que acumula 35 anos dedicados à hospitalidade, a transformação do Alba é motivo de entusiasmo: “Inauguramos um novo capítulo e estamos animados para apresentar esse trabalho aos clientes — novos e antigos. A aposta em produtos de origem diferencia nossa proposta e faz do Alba um destino ideal para os amantes da boa mesa.”
Alba Restaurante: Rua Martins Ferreira, 60. Botafogo. Rio de Janeiro. Horário de funcionamento: Segunda a quarta, das 11h30 às 16h00 | 19h à 00h. Quinta a sábado das 11h30 à 01h. Domingos e feriados, das 11h30 às 22h. Capacidade: 95 lugares
O enoturismo no Distrito Federal segue ganhando força — e um dos projetos mais emblemáticos desse movimento é a Vinícola Brasília, que conta com a produção de onze cooperativados que produzem anualmente 200 mil garrafas.
Vinícola Brasília
Com sede moderna, identidade inspirada na capital e rótulos que dialogam diretamente com a arquitetura de Brasília, a visita oferece uma experiência rica em cultura, sabor e história.
A Vinícola Brasília impressiona já na chegada. A sede foi projetada para refletir a estética modernista de Brasília, com linhas limpas, geometria marcada e integração à paisagem ampla do Cerrado. Os ambientes remetem ao espírito da cidade: amplo, luminoso e minimalista.O espaço reúne sala de degustação, loja, áreas de convivência e mirante onde é possível assistir ao pôr do sol.
O tour guiado apresenta ao visitante o processo de produção dos vinhos, área de vinhedos que conta com a técnica de dupla poda até as etapas de vinificação.
A degustação é um dos momentos mais esperados da visita. Os rótulos da Vinícola Brasília são pensados não apenas para destacar o terroir, mas também para homenagear a cidade. Cada garrafa carrega elementos gráficos, cores e linhas que remetem a ícones da capital, como Cobogó, Pilotis, Alvorada, dentre outros.
Fundada por dez famílias empreendedoras, hoje por lá são cultivadas as variedades Syrah, Tempranillo, Cabernet Franc e outras, celebrando a diversidade da região do PAD-DF.
Rótulos da Vinícola Brasília
A vinícola lançou um rótulo comemorativo do aniversário de Brasília, criado especialmente para celebrar a cidade. A edição limitada homenageia o projeto urbanístico da capital.
A visita à Vinícola Brasília confirma a nova e crescente vocação do DF para o enoturismo. A Vinícola Brasília é um destino imperdível no coração do Cerrado.
O Distrito Federal vem consolidando seu lugar no mapa do enoturismo brasileiro, e a Villa Triacca – Vinícola, Hotel e Spa, localizada na região do PAD-DF, é um dos principais responsáveis por esse movimento. A propriedade, que reúne produção de vinhos, hospedagem e também experiências gastronômicas, oferece aos visitantes uma imersão completa no terroir do Cerrado.
Vinícola Vila Triacca hotel e spa
A visita começa com um passeio guiado pelos vinhedos. O sistema de dupla poda, bastante adotado no Planalto Central, permite colher uvas no inverno, garantindo maior concentração aromática e acidez equilibrada. Durante o percurso, os visitantes conhecem curiosidades sobre o comportamento das variedades no Cerrado .
Degustação de rótulos da vila Triacca
O ponto alto da experiência é a degustação guiada, que pode ser realizada na cave ou no wine bar com vista privilegiada dos vinhedos. Cada vinho é apresentado com detalhes sobre sua elaboração, estilo e harmonizações com queijos, geleias e charcutaria elaborados na região.
Hospedagem na vinícola
Para quem deseja prolongar a experiência, a propriedade conta com um hotel aconchegante, integrado à paisagem e que conta com um spa e um restaurante. A estrutura inclui piscina, áreas de convivência e caminhadas pelo entorno, pedalinhos e área de jogos com um bar.
No dia 24 de novembro, celebra-se o Dia do Vinho Argentino, uma data criada para valorizar a tradição, a cultura e a qualidade da vitivinicultura do país. Para marcar a ocasião, a importadora Mistral e a renomada vinícola Catena Zapata apresentam ao mercado brasileiro o Catena Appellation Lunlunta, um lançamento que chega para destacar o caráter único de um dos terroirs mais emblemáticos de Mendoza.
O novo rótulo é produzido com uvas provenientes de um vinhedo plantado em 1930, localizado em Lunlunta, sub-região de Luján de Cuyo, a 920 metros de altitude. Esse histórico vinhedo, considerado especialmente valioso pela família Catena, dá origem a um Malbec expressivo, elaborado especialmente para refletir as particularidades do terroir local.
O Catena Appellation Lunlunta integra a linha Catena Appellation, cujas expressões são resultado de um amplo trabalho conduzido pelo Catena Institute of Wine. Desde 1995, o instituto se dedica a estudar profundamente as características dos vinhedos locais , evidenciando como solo, altitude e clima moldam o perfil sensorial e químico dos vinhos.
Para Laura Catena, enóloga e diretora-geral da vinícola, um grande vinho é aquele que “possui um caráter memorável e distintivo, que reflete seu lugar de origem e que envelhece bem”. Ela reforça que os estudos realizados pelo instituto comprovam que o terroir é, sim, um fenômeno real e mensurável. “Comprovamos que o terroir não é um mito e que ele se reflete na química e no sabor dos vinhos produzidos em diferentes parcelas de vinhedos.”, afirma.
Laura atribui esse caráter distintivo ao terroir montanhoso de Mendoza, marcado por intensa luz solar, temperaturas frescas e solos aluviais de origem andina. Cultivadas nessas condições extremas, as uvas tendem a gerar vinhos de teor alcoólico mais baixo, acidez vibrante e grande capacidade de guarda — características que têm colocado os vinhos argentinos entre os mais respeitados do mundo.
Imagem divulgação : Mistral / Catena Institute of wine
A linha Catena Appellation segue o modelo borgonhês de valorização das vilas e denominações de origem, destacando as particularidades de sub-regiões específicas dentro dos dois principais distritos históricos de Mendoza: Valle de Uco e Luján de Cuyo. Cada rótulo da linha expressa com clareza a identidade de seu lugar, reforçando o compromisso da Catena Zapata com o estudo rigoroso do terroir e com a produção de vinhos que traduzem a paisagem e a cultura dos Andes.
Com o Catena Appellation Lunlunta, Catena Zapata e a Mistral ( que distribui os vinhos no Brasil) oferecem ao consumidor um exemplar que une história, ciência, tradição e inovação.
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com o município de Grão Mogol e a Vinícola Vale do Gongo, realiza o Grão Mogol Wine Tasting, uma ação para promover os vinhos produzidos na região da Cordilheira do Espinho.
A ação foi realizada em Gramado ( RS) e integra o programa Minas para o Mundo, estratégia da Secult-MG que posiciona o estado como polo de destinos de experiência, conectando cultura, gastronomia e economia criativa.
O evento contou com a presença da Secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega; de Alexandre Damasceno, empresário e proprietário da Vinicola Vale do Gongo; de Itallo Mendes, Secretário Municipal de Turismo de Grão Mogol e presidente da Associação Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo (Anseditur); Diêgo Fagundes, prefeito de Grão Mogol; Patrícia Moreira, Subsecretaria de Turismo de Minas Gerais; e Gustavo Campos, Secretário de Turismo de Conceição do Mato Dentro
Realizado no Hotel Castelo Saint Andrews, o evento é paralelo à programação da Festuris e ressalta o potencial turístico de Grão Mogol e da produção vinícola do estado. O encontro exclusivo para convidados foi realizado na adega do hotel e marca o início de uma agenda de ativação nacional que busca consolidar Grão Mogol como referência em enoturismo e turismo sustentável.
“Os vinhos produzidos na Cordilheira do Espinhaço representam o espírito empreendedor e inovador de Minas Gerais. Estamos vendo surgir, no coração do estado, uma nova fronteira da vitivinicultura brasileira, que combina excelência produtiva, sustentabilidade e experiências únicas”, ressalta a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.
Foto divulgação vinícola Vale do Gongo
Localizada a 150 quilômetros de Montes Claros e 510 Km da capital mineira, Grão Mogol integra a Cordilheira do Espinhaço, que é a única cordilheira do Brasil, e atrai visitantes do país e do mundo por suas belezas naturais e cidades históricas, dentre elas Diamantina e Ouro Preto, além de abrigar 26 parques e unidades de conservação e o famoso Parque Cavernas do Peruaçu, Patrimônio Mundial Natural da UNESCO.
O município também foi incluído no traçado do Corredor Logístico Centro-Sudeste, projeto ferroviário privado que ligará Goiás ao Porto de São Mateus (ES) e prevê uma Unidade de Transbordo e Armazenamento de Cargas (UTAC) na cidade. A infraestrutura logística reforça a capacidade de escoamento e amplia a atratividade para novos empreendimentos.
Ao mesmo tempo, o território investe na agricultura familiar e em energias renováveis, com destaque para projetos de energia solar e eólica em parceria com a Casa dos Ventos e apoio técnico da Emater-MG. Pequenos produtores locais têm adotado sistemas de irrigação movidos a energia solar para o cultivo de frutas como morango e maracujá, alcançando alto nível de produtividade com sustentabilidade.